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Vale a pena receber os subsídios em duodécimos?

Para minimizar os cortes mensais nos salários, o Governo propôs o pagamento dos subsídios através de duodécimos, ou seja, a diluição de metade do subsídio de férias e metade do subsídio de Natal no rendimento mensal. Mas será que compensa? Ou será que é preferível manter e receber na totalidade nos períodos habituais? A resposta não é universal e, a verdade, é que depende da maneira como cada pessoa prefere gerir o seu orçamento.

No caso dos trabalhadores da função pública não há grande alternativa. Estes permanecem sem subsídio de férias e o de Natal é pago mensalmente, ou seja, em duodécimos. A opção é apresentada aos trabalhadores do setor privado.

Veja quais as vantagens e desvantagens que podem existir em cada uma das escolhas possíveis.

  1. Pagamento
    dos subsídios
    em duodécimos

    Um trabalhador que receba 1000 euros de salário bruto vai passar a receber um salário líquido de 745,6 euros, ou seja, menos 44,5 euros face ao que recebia no ano passado. Ao optar pelos duodécimos significa que o valor de metade dos subsídios (745,6 euros / 12 = 62,13 euros) será incorporado no rendimento mensal. Contas feitas entre os 62,13 euros que passa a receber de subsídios e o corte de 44,5 euros significa que até passará a receber mais 17,63 euros por mês.

    Se, por um lado, permite que as famílias não sintam o impacto mensal do corte salarial, por outro perdem uma parte do rendimento extra que tinham nas férias e no Natal.

    Para as famílias com orçamentos muito apertados e sem capacidade de poupança a perda de rendimento mensal poderá ser mais difícil de suportar e, por isso, receber o subsídio em duodécimos pode ser preferível.

  2. Pagamento
    dos subsídios,
    na totalidade,
    nos períodos
    habituais

    Para manter o pagamento da totalidade dos subsídios na datas habituais - no mês anterior ao período de férias e, no caso do subsídio de Natal, até 15 de dezembro - os trabalhadores por conta de outrem do setor privado têm cinco dias para comunicar a intenção à entidade trabalhadora. Esses cinco dias começam a contar a partir da data da publicação em Diário da República, sendo que esta possibilidade ainda não foi promulgada nem publicada.

    Nesta situação, os portugueses terão de ajustar aos cortes existentes. Por exemplo, o caso do trabalhador que ganhe os tais 1000 brutos o rendimento vai cair 44,5 euros. Se por um lado terá de viver mensalmente com menos esse valor, por outro poderá contar com a totalidade dos subsídios, e não apenas com metade.

    Um valor importante para muitas famílias que, em muitos casos, utilizam os subsídios para o pagamento de despesas extras ou anuais como seguros, IMI, livros da escola, etc.

  3. Cada elemento do
    casal opta por uma
    das modalidades

    Para um casal em que ambos sejam trabalhadores por conta de outrem no setor privado, outra das opções passa por um elemento optar pelo pagamento em duodécimos e outro não.

    Desta forma, embora haja um corte mensal do rendimento da família, este será menor e, assim, na altura de pagamentos dos subsídios - férias e Natal - recebem o equivalente a 1,5 ordenados, ou seja, metade do ordenado do elemento que está em sistema de duodécimos e um ordenado inteiro do elemento do casal que não tem essa modalidade de pagamento.

Nesta situação cada pessoa deverá fazer bem as contas e avaliar qual a situação em que se sente mais confortável. O que pode ser bom para uns, não o é para outros.

Por Bárbara Barroso

Para o ajudar a simular o impacto no seu rendimento com e sem a diluição dos duodécimos disponibilizamos o simulador elaborado pela PwC.

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